INSTITUCIONAL
SANGUE QUE VIRA RAIZ , 2025
Instalação – Residência Neo Norte 5.0 | Galeria Marta Traba
Inspirada no conceito de "Veias Abertas da América Latina", a obra envolve a coluna central da galeria com tranças feitas de fios produzidos a partir de roupas e tecidos doados. As veias se entrelaçam como raízes, criando um corpo coletivo que pulsa memória, ferida e resistência. Entre sustentação e tensão, a instalação transforma o espaço em território vivo, onde aquilo que foi extraído insiste em permanecer.

PANGU, 2024
Exposta no Espaço Canteiro, Pangu nasce do upcycling de uma mesa antiga, transformada em criatura. O móvel doméstico ganha corpo, boca e presença, tornando-se um monstro que habita a casa. Entre objeto e organismo, a obra desloca a função original da mesa e revela o que se esconde no cotidiano: aquilo que parece inofensivo, mas observa, devora e permanece.

"Além do que os olhos humanos enxergam: Estudo da cor no espaço cenográfico", 2023
Projeto premiado pela Lei de incentivo Nelson Seixas traz a subjetividade da cor em conjunto com a luz e confronta o visitante com ambientes imersivos aonde visão é apenas mais um sentido em meio ao mar de percepções criadas no espaço cênico. Dos dias 9 à 11 de dezembro o ateliê de arte contemporânea Naive recebe a instalação imersiva "Além do que os olhos
humanos enxergam: Estudo da cor no
espaço cenográfico", projeto idealizado e concebido pela artista plástica Lara Ponzani,.
"O projeto foi criado para explorar o impacto psicológico das cores no humor e nas emoções daqueles que estarão imersos na caixa cenográfica, baseado na tese de Johann Wolfgang Von Goethe "A Teoria das Cores" em que parte das investigações de Goethe consiste de observações informais sobre o efeito das diferentes cores sobre seres humanos, refere-se ao "efeito sensorial-moral das cores", é um diálogo da cor propagada pela luz juntamente de uma sonoplastia pensada na dualidade entre Cores frias e quentes para que chegue ao público múltiplas percepções em um universo cenográfico que se é transportado para dentro da cor e absorvido pelas sensações. A fim de que após a experiência se possa enxergar além do visual, entender como somos reflexo de vários estímulos." narra a artista e idealizadora
A cenógrafa e diretora teatral Pamela Howard diz que artistas visuais e cenógrafos são capazes de proporcionar o que ela chama de "écriture scénique", a escrita do espaço cênico. Ao adentrar os cômodos do ateliê o visitante se encontra completamente imerso nos pequenos universos de sensações, provocados pela cor, textura, som e fragrância da sala, ora calma, ora tempestuosa, provando que não são apenas nossos olhos que determinam o modo como percebemos mundo, e que o ser humano é moldado pelo ambiente em que habita.









